sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

5º Desafio - Aleatório

De todos os desafios propostos até agora, o do Aleatório foi o mais simples e também o mais safado. Escrever uma fábula, aos pés de Esopo, é bem mais difícil do que parece! Mesmo assim, topei a brincadeira e aqui estou, com a história do pobre elefantinho. Espero que vocês aprendam uma boa lição com isso! Quem sabe não ajuda vocês no futuro, como as fábulas me ajudaram na infância! Não sou tão bom contador de histórias infantis, mas... Vejam lá!

Imagem meramente ilustrativa tirada daqui.
O Elefantinho e sua Tromba
Todo mundo tira sarro do pobre elefantinho. Suas orelhas grandes, sua barriga saliente, principalmente da sua tromba que ele vive tendo que tomar cuidado para não pisar em cima! O elefantinho corria, de vez em quando tropeçava e lá ia rolando, enquanto os macacos tiravam sarro, a girafa escondia a cabeça na árvore para rir e a ema afundava a cabeça na terra em gargalhadas.
Mas o elefantinho não se preocupava. Apesar da ótima memória, preferia esquecer as brincadeiras sem graça e as piadas de mal gosto dos outros. Ou ao menos é isso que dizia quando chegava o macaco troçando:
- Ei, elefante, já pensou em fazer redução de orelhas? Com um satélite desse tamanho deve ser difícil não pegar recepção de rádio religiosa!
- Ora, amigo macaco, agradeço a preocupação! Mas não ligo para isso. Qualquer coisa, só preciso mexer a cabeça e ouvirei o futebol!
E satisfeito saía, mesmo com o macaco atrás fazendo cara de quem não gostou e continuando a falar mal dele pelas costas. Outro dia mesmo a girafa chegou até ele e disse:
- Já pensou em fazer um regime? Comer umas folhas dessas árvores por exemplo em vez de todos esses amendoins. Porque daqui a pouco vamos começar a orbitar em volta de você!
Sorrindo, o elefanto responde:
- Obrigado, minha cara girafa, mas estou bem. Tenho comido só o suficiente e me pesei ainda ontem. Perdi trezentas gramas, veja só!
E mais uma vez caminhou pela foresta, feliz da vida. A girafa virou-se para o macaco e comentou:
- Com esse peso todo, duvido que ele tenha uma balança que aguente.
Caíram na gargalhada. A ema foi mais cruel, vendo que o elefante tentava espantar com o rabo uma mosca chata que ficava circulando por suas costas, disse:
- Que pena que sua tromba não seja lá tão flexível quanto nossos pescoços. Senão era simples, uma bordoada e essa mosca seria história! Ai ai, pobre de você, elefante, com esse peso morto que só serve pra acumular rinite...
Dessa vez o elefantinho não teve como responder. A mosca irritava realmente e dificultava uma boa conversa.
Só que o tempo esquentou, e esquentou muito. Os animais tentavam se refrescar na água do lago, mas não era o suficiente, porque a água também estava quente e parada. Se houvesse ao menos uma cachoeira para mexê-la.
De repente o elefantinho surgiu por entre as árvores e enfiou a tromba na água, sugando uma grande quantidade de líquido. Apontou aquele cano para cima e expeliu o líquido que tinha recolhido, fazendo-o cair como chuva e cobrindo os outros animais. A sensação da água caindo foi ótima, refrescando a todos que, envergonhados, disseram em uníssono:
- Obrigado, amigo elefante! E desculpe pelas brincadeiras, sua tromba é ótima!
Sem dizer nada, o elefantinho apenas sorriu. Ali perto, um jacaré que via a cena comentou para o outro:
- Amigo da onça, isso sim! Nenhum deles parou pra pensar que ele tá aproveitando para espirrar neles!

Moral da história: Não faça troça de ninguém, porque algum dia você pode precisar da ajuda dele e vai acabar é levando ranho!


Mentira, a moral é: Não leve desaforo para casa, mas também não se meta a brigão. Tenha paciência e saiba responder sem ser mal-educado, um dia você terá sua chance de se mostrar.

2 comentários:

  1. A sua moral é muito mais legal *0*
    Amei a fábula \õ

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    1. Bom que curtiu, foi muito gostoso de escrever essa fábula.

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