terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Rogue One – Uma História Star Wars

Ou como eles fizeram em um filme o prequel que Star Wars sempre mereceu

Vou ser justo, não tinha grandes esperanças para Rogue One (sem trocadilhos aqui). Quando apresentado como parte do grande projeto da Disney, que inclui outros dois Spin Offs e mais dois Episódios, acreditei que seria um daqueles filmes obrigatórios apenas para completar a lista do que já vi da série. Engano meu. Como disseram no Conselho Jedi Catarinense, Rogue One é “como um conto do Universo Expandido transformado em filme”. E isso, meus amigos, é muita coisa.

Pode não parecer, mas você deve muito a esses heróis.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Coisas que lembrei e chorei

Apesar do título a la Paulo Coelho, não é tão trágico assim esse post. Talvez um draminha, quem sabe uma novela das oito, mas nada que seja de fato um grande problema. Esse filme não vale meu esforço em ser dramático. Ainda assim, em conversas, a maioria por causa do texto anterior, foram levantados alguns pontos importantes que eu gostaria de ressaltar, relembrar, elucidar. Avisando que tem spoilers, então vamos lá!

domingo, 28 de agosto de 2016

Uma missão ingrata e quase suicida


Demorei um pouco para postar isso aqui pois estava... receoso se conseguiria colocar tudo que pensei do filme em um texto só. Bom, pelo tamanho desse post vocês podem ver que não, não consegui. Ele está GIGANTE. Leiam por sua conta e risco, tem spoilers.

Desde que o primeiro Homem de Ferro fez sucesso o cinema da DC Comics tenta emular parte da fórmula, seja o universo compartilhado seja a linguagem. Reduzir os filmes atuais da gigantesca casa de Batman e Superman a isso seria injustiça, no entanto, é difícil desfazer as comparações quando Esquadrão Suicida nos apresenta takes curtos com temas musicais quase estourando as caixas de som, ao estilo de Guardiões da Galáxia. Como fã de ambas as editoras, não posso fechar os olhos (e principalmente os ouvidos) ao que estão me jogando. É como um imenso videoclipe com pequenos trechos de narrativa clara ao longo das duas horas de exibição. E este é só um dos problemas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Delirando

Faz algum tempo passei a trocar ideias com outros autores de contos (também, já vou para meu sétimo publicado!), mas um em especial tem sido um grande parceiro e tem me influenciado a investir mais no meu trabalho. Ele insistiu para que eu tentasse uma vaga na sua próxima antologia, A Bíblia dos Pecadores, e agora que já enviei minha contribuição (e estou esperando o resultado), ele me repassou o link do blog dele para dar uma olhadinha.
De Lírios, que foi a razão do título desta postagem (claro, dãh!), é um prato cheio para quem gosta de textos bem emocionados e poesia pura. Apesar do Isidro ser português raiz, o que ele escreve é facilmente perceptível por nós, tupiniquins. Sugiro avidamente uma passagem pelo seu blog para apreciar os escritos e quem sabe conhecer outros trabalhos que ele participou.
E mais uma vez inspirado, cá estou trazendo duas poesias sem nome que espero que gostem.

Vou te contar um segredo, preste atenção
Se olhar pra dentro da minha cabeça
Encontrará um mundo escondido da solidão
Onde nós dançamos e cantamos e não há fim
Para a festa que todos fazem para mim
Porque sou um herói de aventuras infinitas
Pode me passar uma xícara de chá?
Tenho muitas histórias para contar
Sobre mim, sobre você, sobre a gente
Coisas que venho guardando dentro da mente
E que tinha vergonha de dizer em voz alta
Mas nessa brincadeira insensata
Parecem tão fáceis de falar
Pois neste meu mundinho particular
Não tem quem me diga que estou errado
Mesmo que seus sorrisos sejam falsos
Seus olhos feitos de botões alinhavados
E suas almas quebra-cabeças do meu coração furado
Pois dentro da minha cabeça
Está meu mundo perfeito

Há uma válvula na minha cabeça
Que abre cada vez que penso
As mentiras que insisto em contar
Escapam pelos meus olhos
Caindo no vento, sem rumo
Até algum ouvido encontrar
Se tornam pó de estrela no fundo do céu
Da minha mente poluída semi-destruída
Pra escorrer da minha boca
Enchendo de veneno minha vida
Que foge pela borda do meu autocontrole
Já não sei mais pra onde vou
Nem sei se realmente vou
Estou perdido no labirinto dos meus sentimentos
Como se não tivesse mais destino
Seguindo por uma linha torta que nem tracei
Mas que como autoestrada
Me leva em alta velocidade alucinada
Em direção ao meu norte desconjuntado
Onde vou encontrar meu coração quebrado
Esperando que eu feche essa válvula
Que eu nunca pensei que iria abrir

terça-feira, 23 de junho de 2015

Lembranças de um antigo escritor

Ah, eu sou relapso, ah sou! Eu devo ter uma penca de textos pela metade em várias pastas do meu computador, e também umas tantas outras ideias anotadas em cadernos que nunca vou tirar do papel. O que se salva acaba aparecendo aqui ou indo parar no notebook dos meus e minhas amantes por aí que pedem contos especiais. Adoro todos vocês por escravizarem minha cabeça e... ah, caraca, acabei de lembrar de mais uns três ou quatro pendentes. Um minuto pra eu me acertar com meu teclado enquanto tento tirar isso ainda essa semana da minha cabeça.

E falando nisso... meu conto Tique-Taque finalmente está em mãos! IEI! \o/ Lançado como parte de uma antologia de terror, Legado de Sangue, hoje de manhã surpreendi meu carteiro deixando na frente de casa uma caixa lotada de exemplares. Bem, não são tantos assim, mãs... é bom ter aqui algo que acompanhei tão ansiosamente. E tenho pra vender! Quem quiser prestigiar o que eu e outros autores muito melhores escrevemos, pode pegar um comigo, por apenas 25 dilmas! (vulgo R$25,00) Vai por mim, com tanto conto e mais de 300 páginas, tá barato, tá barato.

Enfim, o que trago hoje não é uma besteira qualquer, é besteira das grandes. Eu falei que sou relapso né? Então, mexendo nas coisas que estou separando pra me mudar (sim, de novo), encontrei umas folhas amassadas de textos antigos. Alguns de verdade. Outros não. Eu separei o que prestava e o que não joguei fora. E aí vi que tinha uma porrada de poesia e músicas que escrevi e... não vou julgar, deixarei isso pra vocês. É melhor que me digam o que realmente acham e não sejam influenciados pelo que estou pensando.Vou deixar umas aqui hoje e outro dia volto com mais.
Sem delongas...

Declaração de Guerra

Eu sou fraco
Pois com apenas um toque
De sua pele na minha
Já me derreti por você
Eu sou forte
Pois mesmo tentado pelo luar
Que banhou sua pele lisa e alva
Ainda me contive por você
Eu sou prisioneiro
De um encanto ancestral
Um lamuriar eterno
Que me tornou o seu carma
Eu sou teu
Servo, Escravo, Leal Sancho
Que te entrega carne e alma
Para que possas viver
Eu sou fraco, forte, prisioneiro teu
Bravo, alvo, curioso de você
Perdido nas tuas lágrimas
Fazendo você sorrir e viver

Terra de Sombras

É tão frio aqui
O mar é tão escuro
Já não tenho pra onde ir
Estou em cima do muro
Talvez o amanhã chegue
E não precisemos correr
Não sei o que vem por aí
Já não posso prever

Nessa terra de sombras
O sol não aparece
Neste lugar mórbido
Só você me aquece

O tempo desistiu da gente
Não temos nada pra fazer
É um lugar sem emoção
E talvez sem paixão
A esperança no futuro
É só você
Que você torne tudo seguro
Com seu jeito de ser

Um Fim

Cada fragmento do teu sorriso
Espalhado pelo chão de xadrez
O médico disse que é o que eu preciso
Quando nos encontramos daquela vez
Minha vida dedicada ao trabalho
Nunca mais voltarei a ter
As horas que gastei ao acaso
Eu queria passar com você
Agora morto não poderei mais
Viver a vida que imaginei
Perdi a chance de estar em paz
Não foi como eu pensei, não