sábado, 11 de abril de 2015

E então chegamos ao solo final...

Depois de quatro dias com músicas em inglês, achei que seria bom acabar com esta da Pitty, que é uma das melhores dela, se não A melhor. Digo isso com conhecimento de causa, ouvi muita coisa da cantora graças ao gosto peculiar da minha esposa, que aliás, é a razão de eu gostar ainda mais dessa música. Ao contrário da protagonista, eu não fui deixado em uma estante, para exibição. Eu sou feliz ao lado dela e é isso que me emociona, me impulsiona, me direciona. E é dedicado a ela que trago esse texto, que não é nem um conto, nem uma dissertação, nem nada. São meus pensamentos jogados em duas páginas de Word e trazidos crus pra cá. Contemplem o que acontece quando minha mente se liberta ao som da Pitty.

                               

Eu ouvi tantas vezes que não se é possível conquistar alguém sem tentar se aproximar, sem fazer o mínimo de esforço. Muitos de nós se sentem incapazes de dar este primeiro passo, sorrir, perguntar se quer tomar um café e iniciar uma conversa. Dói o medo e a dor causa o pavor. É muito assustador pensar que se pode quebrar o coração de forma tão frágil assim com um simples “não”.
Luciana se aproximou de Tiago e tocou seu ombro, vendo-o se virar com um sorriso muito amplo, daqueles que fariam seu coração perder o compasso. Ajeitou o cabelo atrás da orelha e com muita timidez fez a pergunta que estava ensaiando.
- Ei, quer ir com a gente no cinema?
A expressão no rosto dele foi definitiva. Envergonhada, a menina resolveu dar as costas e ir chorar em algum canto.
É tão difícil se expôr, se colocar à mercê das dúvidas e enfrentar algo que, a princípio, deveria ser natural e tranquilo. Os animais o tempo todo cortejam uns aos outros e tem que lidar com a rejeição quando não são as melhores opções. O ser humano é quem racionaliza, emociona e principalmente se deixa afetar de forma a pensar que nunca vai se recuperar. Além de doer, é capaz de traumatizar, colocar barreiras que vão demorar, se é que vão, pra se desfazer.
Elton deu duas voltas na quadra antes de conseguir entrar na loja e ir falar com Mariana. Tinham combinado de se encontrar ali há duas semanas e a garota desmarcara o compromisso pelo menos umas quatro vezes, na maioria por motivos um tanto bobos. Agora ele iria conversar com ela, tentar entender porque ela estava fugindo. Encontrou a amiga parada de costas para uma estante, analisando caixas cheias de produtos.
- Mari?
- Hum? Oi El! Tudo bem? – ela perguntou meio sem graça.
- É... tudo... eu achei que talvez você pudesse tomar um suco comigo na sua hora do café... tem uma lanchonete ótima aqui do lado, na galeria e...
Pode ver a tristeza no olhar dela e sentiu um bloco de gelo no estômago. Anteviu o que vinha em seguida e aguentou enquanto ela tentava explicar que eles não iriam sair, talvez fosse melhor não se verem mais...
E uma alternativa mais... rápida... é diminuir suas expectativas, seja no tipo de gente com quem vai se relacionar seja na forma como se relaciona ou mesmo se não quer se unir com ninguém. Não que você seja obrigado a escolher um parceiro ou mesmo ter um relacionamento estável. Tudo é questão de decisões pessoais e isso é único, é livre, cada um faz o que bem quer. Mas a verdade é que muita gente prefere não pensar muito, afinal... a dor lembra de quando foi seguindo uma paixão...
Danillo ficou olhando calado enquanto Fábio desfilava com Daniel. Até o nome era parecido, mas diferente dele, o moreno era muito mais popular, atlético e “entendido da vida”. Até seu apelido, Dani, ele tinha pego pra si. Fábio parecia feliz, muito, e só isso o consolava. Pelo menos, por hora, ele não estaria mais reclamando das brigas com Johnathan. Virando-se para ir embora, Danillo viu uma mão surgir na sua frente e o rosto preocupado de Francine o observando com um olhar tristonho.
- Você não vai falar com eles?
- Não, não... acho que só vou atrapalhar. Além disso, Fábio parece...
- É, eu sei... ele está sorrindo. Mas ambos sabemos que vocês dois não tiveram AQUELA conversa...
- E nem vamos ter, não é necessário.
- Mas ele está errado! Vocês...
- Ninguém está errado, Fran. Pelo menos não aqui. Ele pode ficar com quem quiser. Só não quis ficar comigo...
E mesmo que doa pensar dessa forma, é o certo deixar que cada um tome o caminho que desejar. E é por isso que há tantos corações flutuando, muito fracamente, por aí, esbarrando em relacionamentos espinhosos. Ninguém quer ficar sozinho, mas muita gente quer ficar com quem não consegue. É uma provação tremenda lidar com isso. Nem sempre acaba bem.
Mário recuou, sentindo que era o fim. Tinha visto na cara de Gabriella o que ela queria antes mesmo de abrir a boca. Não voltariam pra casa juntos.
- Você... você sabe que não é o que sinto!
- Para... só, por favor... para!
- Adeus, Mário...
E partiu, deixando-o só.
Mas ás vezes, bem ás vezes, as coisas acabam bem, e alguém ganha uma segunda chance, uma derradeira oportunidade que não foi desperdiçada.
Tiago segurou a mão de Luciana antes que ela saísse do salão e a fez virar, com o mesmo sorriso, mas uma alegria diferente no olhar.
- Ah, claro. Desculpa, eu só fui pego de surpresa... achei que vocês não iam com a minha cara.
- Não! Quer dizer... não, não é isso. O pessoal só te achou diferente. Você é novo.
- É, eu sei... mas... se me conhecerem melhor...
- É isso que eu quero. Bom, topa?
- Com certeza.

A troca de olhares pode ser fatal, ser maldita, criar tanto amor quanto desprezo. O que importa é o sentimento colocado. E aproveitar o que vier pela frente.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Está quase chegando... no refrão!

Em determinado momento eu descobri em Numb a minha música favorita, durante muito tempo foi assim. Demorei a entender, no entanto, sobre o que falava a letra, não porquê eu não soubesse inglês (que eu sabia pouco mesmo), mas por não captar o sentido das metáforas, de "caminhar nos seus sapatos". Hoje eu vejo que, se tivesse compreendido a moral, teria ouvido por muito mais tempo. Eu não sou obrigado por ninguém a seguir o caminho que pedem, mas tem vezes que me perco nas trilhas dos outros, sendo como gostariam que fosse. Muitos de nós são assim, incapazes de desvencilhar-se de "obrigações fraternais" e seguirem as próprias ideias. Não é só uma questão de pais como mostra o clipe, mas também de amigos, irmãos, namorados, amantes... acima de qualquer coisa, sua liberdade de ser, fazer e pensar o que quiser é que é absoluta. Você tem o direito de decidir. A felicidade não depende dos outros, mas de si, e desde que você possa ser feliz sem deixar os outros infelizes, você pode ser feliz como e com quem quiser. É disso que fala Numb.

           

- Eu prometi que teríamos essa conversa, mas não esperava que fosse com ele junto...
- Olha, você tem que entender, eu...
- Não, não me venha com essa, sabe o que eu sinto, e essa é a razão de tudo estar errado, você não se importa. Quer me esfregar na cara que as coisas tem que ser do seu jeito.
- Não fale assim, eu te amo...
- Quando foi a última vez que conversamos? Você só sabe dele agora, está sempre com ele, diacho, eu sei que vocês estão transando.
- Pare! Não... eu...
- Por favor, não finja, eu sei... e não é isso que me incomoda mas... somos estranhos agora, e eu sinto que estamos cada vez mais distantes. Eu quero me livrar, só... me deixe ir.
- Não é isso que eu quero.
- Então por que não podemos nos ver? Que tal se saíssemos juntos, eu e você, sem qualquer tipo de obrigação, sem precisar estarmos acompanhados, podíamos pegar um cinema ou...
- Você sabe que não é tão fácil...
- Claro que não é... você precisa da aprovação dele. Olha, se vai ser assim, deixa pra lá.
- Não, não quero acabar desse jeito.
- Então o quê? Nós sempre fizemos as coisas juntos, eu sempre te ouvi... eu... eu deixei de fazer outras coisas por você...
- Você fica colocando a culpa em mim, desse jeito eu não aguento.
- É você quem não para de se intrometer na minha vida! Semana passada eu tinha planos e aí você voltou e me disse que queria me ver! Fui acertando todos os meus horários para estar aqui contigo e temos que pedir um minutinho pra ele pra podermos conversar!
- Isso porque você não quer falar com ele!
- PORQUE EU NÃO GOSTO DELE! PORRA, DÁ PRA ENTENDER? Eu... eu... eu amo você...
- Eu também te amo...
- Não, não ama. Você gosta de quem eu era, gosta do que criou pra mim, gosta de como era pra você, mas eu mudei... eu vou continuar mudando, eu preciso. Eu vou seguir em frente e vamos nos encontrar, de vez em quando, mas não me obrigue a estar do seu lado, esperando para poder receber um pouco de atenção. Não, não diga nada, já foi a oportunidade que tinha de nos mantermos juntos. Agora só consigo pensar em como fazer pra recuperar o que perdi... porque estava contigo.
- Você é tão cruel...
 - Não... eu sou livre. E estou cansado de ficar aqui parado, esperando por você. De adormecer, deixar de viver. Agora... eu vou embora.
- Espere! Não... não me deixe...

- Se você quiser mudar também... se quiser me seguir e continuarmos, mas lado a lado, cada um do seu jeito... então estarei aqui, caminhando... se quiser trazê-lo junto, ótimo... mas não vou mais me importar com isso... porque não estou mais entorpecido.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Agora comece a batida!

Se Basket Case me fez fissurar em Green Day, a culpada por Foo Fighters é esta aqui. Eu lembro da primeira vez que ouvi a voz do Dave Ghrol gritando que precisava reaprender a voar e quando vi o clipe com o Jack Black eu pirei, achei a banda mais foda de todas, e ouvi e ouvi sem parar este clipe, cheguei a baixar pro meu computador na época. Hoje, tantos anos depois, ainda é uma das minhas músicas favoritas e com uma qualidade surpreendente. Digam o que quiserem, Learn to Fly é um clássico, e um que mexe comigo e muito. Diferente das outras, essa mereceu uma poesia.

   

Hei, você pode me ouvir?
Ouço as crianças gritando lá fora.
Estão me chamando pra sair.
Posso ir agora?
Sinto que estou perdendo as forças
Que não consigo mais voar
Estou preso entre paredes
Grossas demais pra derrubar
Vou ter que reapreender como se faz
Abrir minhas asas e balançar
Talvez eu não saiba mais
Como se faz para chegar lá
O céu está me esperando
Sou um anjo de uma asa só
Minha cela é um quarto
Sem janelas, sem porta
De onde quero fugir
Sem saber pra onde ir
Por favor, me traga a chave
Liberte minha mente deste nó
Eu só queria mais uma vez
Voar até o sol nascente

Onde possa ver vocês

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vai aumentado o som...

Segunda música que fala de pessoas fora da casinha. Essa foi a primeira música de rock que decorei o nome e lembro até hoje da sensação de ouvir a explosão do riff e a entrada da bateria. Muito tempo depois, quando vi o clipe, me apaixonei pela banda e o Green Day está na trilha sonora permanente da minha vida. Vários anos passaram e cá está, é a segunda da lista. Devo dizer que quando comecei o texto não sabia o que faria, mas... gostei MUITO do resultado. Sem mais delongas... Basket Case!!

   

Pego a guitarra, largo a guitarra, pego de novo, largo de novo. Já há meia hora que só faço isso. Não dá, não consigo, é muito difícil me concentrar, eu preciso... eu devo...
- Você precisa de um tempo, amigo... – diz uma voz vindo sabe-se lá de onde.
- Ahn? Quem disse isso? – pergunto olhando em volta, mas estou sozinho.
- Ora, amigo, quem mais? Eu! Seu companheiro de tantos momentos!
Eu procurei e procurei, mas nada achei. A voz parecia vir de todo lugar, como se ressoasse nas paredes, ou pior, estivesse dentro da minha...
- Ah, qualé! Não pode dizer que me esqueceu! Você acabou de tocar em mim! E foi tão gostoso... vem, me pega!
- Mas... que m...
- Oh, oh, oh... em vez de xingar... porque eu e você não tocamos uma juntos? Pelos velhos tempos... você sempre curtiu um sonzão pra desestressar!
É claro. Eu sabia. Estou louco, essa voz que ouço é fruto da minha imaginação. Não posso estar mesmo ouvindo minha guitarra fal...
- AAAAAAAH!
- O que foi, cara? Que agudo foi esse? Gosta de metal agora é? Hum, acho que dá pra fazer um solo bem maneiro, peraê...
- Por... por que você... por que você tem a cara do BJ?
No corpo da guitarra, bem próximo das cordas, um rosto em alto relevo, com aquelas olheiras e a boca meio torta me encarava. Eu reconheceria em qualquer lugar...
- O que é isso? Como... o quê? Eu dormi, já? Droga, tinha que estudar!
- Por favor, não... você está acordado e estamos conversando. Não corta o clima. Ei! Lembra daquela do Guns? Adoro quando você me dedilha com ela!
- Para! Não fala essas coisas! Só... para! Que droga! Por que você não podia ter a cara da Scarlett Johansson? Ou sei lá, se for da música, podia ser a Orianthi!
Dá pra ver a expressão sacana que ele faz, aquele rosto torcendo a madeira, como se estivesse flutuando logo embaixo, em uma camada não tão visível.
- Pfff... qual o problema com minha aparência? Não estou bonitão?
- Não é isso, mas... ah, cara, não queria mexer em ti agora e pensar no Billie...
- Ah, talvez você preferisse um rosto mais angelical? De longos cabelos negros e brilhantes olhos azuis e claros como o oceano?
Que golpe baixo ele deu! Falar dela era covardia, e eu senti que meu coração doía. Há apenas alguns dias que nós não nos falávamos mais, mas a intensidade era como se fossem horas.
- Não fala isso... eu... nós... é que...
- Eu sei, mermão, eu sei. É em mim que você toca aquelas baladas pra ela, que fica pensando enquanto batuca em minha caixa e tantas vezes ensaiamos aquele refrãozinho xororô do Bon.
- Eu não sei o que fazer, eu tô pirando.
Eu ouvi o assovio que veio dele, muito estranho, metálico, parecia até uma risada. Pude ver a piscadela, e então algumas cordas se mexeram, saindo um som de Dó.
- Então que tal uma vezinha, hein? Você sabe que quer, é essa a ideia. Aí nós choramos juntos, lamentamos sua frustração e ficamos nessa vibe boa. Você quer, diz aí.
- Eu... não sei o que quero... não é só ela... é tudo... eu deveria estar indo melhor, eu deveria...
- Você não deve nada a ninguém, nem a si mesmo. Curta o momento, amigo, seja jovem, seja feliz, seja radical! É só me pegar e teremos bons momentos juntos!
Lembro imediatamente porque larguei o vício que me consumia todas as tardes, os ensaios constantes para ficar cada vez melhor. Não estava agradando a mais ninguém, nem a mim.
- Olha... quer saber? Acho que sei o que quero.
- Ah, bom garoto! Vamos nessa então, que tal aquela do... ei! O que você está fazendo? Pera! PARA! NÃO FAZ ISSO! VAMOS LÁ! SÓ MAIS UMAZINHA!
- Desculpe, é tarde demais, você precisa ir pro seu canto ou eu vou ficar doido de verdade. Quem sabe depois das provas... aí a gente conversa... até lá, me deixa em paz!

Pronto! Tinha fechado ela na capa e guardado no armário. Se desse tudo certo, pegaria depois pra uma serenata, quem sabe assim a Amanda voltava pra mim? Por hora... cabeça focada!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Começa a melodia...

Decidi pra esta semana fazer algo diferente, um texto por dia, dentro de uma temática, de estilos variados, dependendo da minha vontade. O que vai conduzir essa série? Músicas. Não qualquer música, mas aquelas que me tocaram ao longo desses anos e que hoje são as que conseguem me fazer parar e cantar, que eu colocaria na trilha sonora de um filme da minha vida. Eu vou escolher apenas cinco, o que me dói um bocado, mas serão ótimas músicas para trabalhar. E a de hoje é esta... Unwell, do Matchbox 20, que me fez conhecer a banda e com a qual me identifico tanto. Aproveitem!



Eu estou esperando o ônibus e ele não quer passar, parece que sabe que preciso chegar lá o quanto antes, talvez até já tenha feito a curva, só não quer aparecer porque estou aqui, esperando, e já fazem mais de dez minutos do horário, eu acho que assim eu vou pirar, o que mais falta acontecer?
Sim, eu ouvi tudo isso antes, e não, não acho que seja só comigo, é que é difícil de sentir o que os outros estão sentindo, ainda mais que nenhum deles fala o que passa em sua cabeça, só posso ouvir a minha própria voz, principalmente quando fico sozinho no quarto encarando as paredes e já não consigo mais ter certeza se eu saí de lá ou se estou sonhando com tudo isso e que talvez eu vá ter um pesadelo e antes de acordar eu me veja novamente estirado no asfalto, mas não que eu queira, não quero morrer, só não sei como não pensar nisso, pode me dizer, por favor?
Ah, é verdade, já se foram dois dias que tive minha última conversa de verdade, mas não é culpa minha que meus pais estão me ignorando, tudo que eu queria é que eles me perguntassem se estou bem, o que eles não fazem, pensei que poderia ser por conta das coisas que fiz, e não tenho mais certeza de nada, eu só queria ser compreendido, isso não é pedir muito, não, acho que não, menos ainda do que fazer esse maldito ônibus virar a esquina, será que vai atrasar de novo?
Você acha que pode me entender, mas não quer me ouvir, as coisas que tenho pra dizer, só fica aí, tentando me dar conselhos, como pode, se não é capaz de ficar ao meu lado nem que seja só um dia e ver, eu já não aguento mais falar apenas com as paredes, e olhar para sombras que se formam ao nascer e pôr do sol, já não consigo diferenciar se o dia está começando, talvez eu esteja ficando louco, o que você acha?
É, é eu deveria saber, mas bem, obrigado por pelo menos estar aqui agora, quando você se for, reze por mim, eu logo serei levado embora, esse ônibus vai chegar e estará cheio de pessoas como eu, que não estão tão bem assim, e que serão levados para algum lugar onde poderão cuidar da gente. Será que vou ficar bem?
Obrigado. Eu te amo. Até breve, meu amigo.

Logo você vai ver, como eu posso ser melhor. Não é que eu seja louco, eu só não estou legal. Mas vou ficar. Logo.