quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Acorde-me quando Setembro acabar...

Agosto sempre foi um mês cruel para mim. Muitas perdas, muitas mudanças, muita dor e choro. Mas Setembro me desferiu um golpe tão forte que poderia rivalizar, até superar, todas as lágrimas que já derramei. Quero só dizer algumas palavras para uma PESSOA especial, minha gatinha amada...



Eu não queria estar escrevendo estas palavras
Tendo estes pensamentos
Sentir no passado
Chorar no presente
Não queria me entregar à dor
A falta que você me faz
Ao sentimento de saudade
E ao amor não correspondido
Você partiu sem dizer adeus
E eu sei que não foi por querer
Percebi teu último suspiro
E aquele olhar
Mesmo enviesado
Atravessado como quando eu te apertava
Dizendo “Ei, e aí, o que é isso?”
Não vou mais te encontrar me esperando
Te ouvir miar me chamando
Saber que você não quer colo
Ou água na pia
Mas vou te amar mesmo assim
E a cada dia
Mesmo que em silêncio
Te desejar “Boa sorte, Charlie”
Até mais, minha Gouda

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Enquanto andava por aí...

Admito que voltei a ficar relapso, mas não por ter nada a escrever, pelo contrário, acho que estou escrevendo muito mais do... eu já falei isso antes não? Memória curta, memória curta. Bem, também já disse que ás vezes a inspiração vem repentinamente, como um choque, que causa uma alteração em tudo que estou fazendo. Perco a vontade de seguir na minha atividade, de exercer uma função a qual estou dedicado e simplesmente quero escrever. Hoje cheguei em casa, pedi o notebook da Ann emprestado para que eu não pudesse me perder em distrações e escrevi.
Sentei e fiquei quase meia hora digitando, colocando em uma página do Word exatamente a ideia que tive enquanto andava pelas ruas do Kobrasol fazendo tarefas que tinha pela manhã. E gostei muito do que saiu dessa confusão toda que ficou a minha cabeça. Criei um novo mundo, novas personas... e bem, um trio muito legal... Com vocês...

Trabalho dado é execução feita!

O passarinho pousou na beirada da janela respondendo ao chamado, e ciscou as migalhas de pão deixadas ali. Parecia alegre, em contraste com o clima naquele quarto do terceiro andar. Seus ocupantes olhavam nervosos para a fachada de um edifício comercial no qual estava sendo decidido algum acordo que levaria à falência um conjunto de empresas de pequeno porte atuantes na cidade. Nenhuma das quatro pessoas naquele quarto queria isso.
- Ei, garoto, tem certeza de que isso dará certo? – perguntou o contratante do serviço, puxando mais um trago de seu charuto fedido – Eu paguei bem caro, se vocês falharem, esse cara vai ficar mais protegido que o Templo de Salomão.
- Você nos pagará, devo lembrar, assim que o óbito for confirmado. Não se preocupe, nossa cartilha exige que cumpramos todos os objetivos assim como foi contratado. – tocou as próprias têmporas com as pontas dos dedos e iniciou uma massagem suave – Agora não me atrapalhe, preciso me concentrar.
O casal junto deles parecia calmo demais para que o gordo homem de negócios ficasse realmente despreocupado. Era muito dinheiro, mais do que imaginava, e apenas por uma bala. Ele não acreditara quando o trio chegara em seu escritório e mostrara um rifle com apenas um cartucho engatilhado. “É o necessário”, disseram eles “com isso poderíamos matar qualquer um nesta cidade”. A arrogância desses pivetes o deixava com os nervos à flor da pele.
Pedira a eles um teste e então presenciara a coisa mais estranha desde que virara chefe de uma quadrilha em Florianópolis: o mais velho dos garotos, o tal Arquivo, leu a planta do prédio, ficou dez, quinze minutos observando cada andar, a descrição das salas e da estrutura. E então tocara na cabeça de Tela Mágica e este pegara um pincel atômico e começou a desenhar no ar, como se houvesse uma lousa. Cada traço ficava estático, uma linha brilhante que se tornou uma reprodução da planta. E então fez anotações.
Ele já se cagara com isso, até que uma das palavras que Tela Mágica escreveu ficou vermelha e um círculo se formou abaixo dela, com outro dentro e um ponto. Um alvo. Bala na Agulha simplesmente pegou seu rifle e saiu. Cinco minutos depois um tiro atravessou uma pequena falha na parede e cravou-se no meio de um retrato na parede da sala, exatamente entre os olhos. Não houve mais questionamentos. Até agora.
Haviam pedido três dias, só três dias para ajeitar tudo. No final do terceiro, enquanto Arquivo olhava mais uma vez para a entrada do edifício comercial, ele virou-se e fez dois apontamentos em seu bloquinho de notas. Entregou-as à Tela Mágica e virou-se para ele.
- Uma semana e a vítima estará morta.
Desde então haviam sumido. Desaparecido completamente. Ele procurara, é verdade, mais para ter certeza de que não pensavam em partir sem terminar o serviço. Não confiava em ninguém que não fosse chamado Humberto Costa, ou seja, ele próprio, e até desconfiava dele mesmo às vezes. Tanto fazia, pois os três pirralhos não foram encontrados. Na manhã daquele dia eles bateram em sua porta e o convidaram para seguir com eles.
- Como o senhor havia pedido no contrato. – lembrou Arquivo.
Muito sombrio. Com exceção das vezes em que falaram com ele, os três não pareciam conversar entre si, havia uma comunicação sem palavras, aterrorizante. Tentou perguntar a eles de onde vieram seus truques, essas magias do cacete que faziam. Recebeu olhares tremidos e uma resposta vaga:
- Ganhamos de presente.
O quarto que usavam agora fora alugado em seu nome, apesar de ele nunca ter assinado qualquer coisa sobre isso. Não perguntou, o valor era irrisório perto do pagamento que ia fazer, e ainda mais da bolada que levaria com a morte do seu rival. Que ele pensasse em seus últimos segundos em todas as cagadas que fizera e seu nome saltasse de uma memória distante. Filho da puta, ele e seus capangas iam aprender.
- Então, garotos, estou esperando...
- Por isso que a gente geralmente não traz cliente. Sempre dá essa merda. – comentou Tela Mágica, mas não falava pra ninguém em específico.
- Porra, vamos ficar o dia todo...
- Quieto, senhor Costa, chegou a hora. – cortou-lhe Arquivo, passando os dedos de sua testa para a de Tela Mágica.
O garoto mais novo pegou seu pincel atômico e começou a desenhar no ar de novo, fazendo anotações aqui e ali, que Bala na Agulha lia sem pressa. Seus olhos pareciam acompanhar cada mudança súbita quando Arquivo gemia e de repente eram obrigados a trocar o foco da escrita. Enfim pegou sua arma e começou a prepará-la, espantando o passarinho da janela.
Da rua vinham sons de carros, pessoas falando alto e os típicos barulhos urbanos, deixando-os em meio a uma chuva cacofônica. O silêncio da sala foi inundado de repente e tiveram que falar bem alto para conseguirem se entender.
- Bala, mire exatamente onde Tela te mostrou.
- Você sabe que faço isso, Arquivo.
- É pro nosso cliente entender, Bala. – explicou Tela.
- O que... o que querem dizer com isso?
- Só observe, senhor. – respondeu Arquivo.
Bala na Agulha posicionou-se olhando pela mira da arma e esperando. Os desenhos de Tela Mágica foram bem específicos, não erraria, mesmo assim ficava nervosa quando tinha a arma em mãos. Odiava tirar vidas e isso fazia seu estômago afundar um bocado. Encaixou a bala vermelha que Arquivo pedira para separar e engatilhou. Estava tudo pronto. Só teria que esperar...
O homem no edifício se aproximou da janela e a abriu, respirando um pouco de ar “puro” vindo de fora, um hábito que seria sua ruína. No exato momento em que inspirava, uma bala atravessou o bolso de seu terno indo parar em seu estômago. Um ferimento não fatal.
- Mas o quê... eu o quero morto! – gritou o senhor Costa já puto da vida.
Em seguida aconteceu a coisa mais absurda. Do nada o terno do alvejado começou a pegar fogo, o corpo sendo rapidamente absorvido por chamas que explodiram exatamente onde a bala acertara. Estava morto em segundos.
- O que... o que foi isso?
- Bala incendiária. – respondeu simplesmente Bala na Agulha.
- Arquivo percebeu que o alvo bebia constantemente e guardava um cantil com uísque no bolso do paletó. Uma bala poderia matá-lo, mas deixaria muitas evidências. Esse método foi mais sujo e mais eficiente.
Humberto Costa começou a rir, rir muito. Que espantoso! Os garotos eram gênios do crime, tão letais quanto chacais! Não era de admirar que custassem tanto. Seriam capazes de matar qualquer um na cidade, literalmente com uma bala só por vez. Deus! Mas que merda!
- Além disso... você disse que ele era um homem baixo. Mereceu a dor. – comentou Arquivo, olhando para a tela de sua tablet.
- Oh sim, oh sim! Agora ele vai arder no inferno e nunca mais se meterá em meus negócios!
- Era tudo uma questão de dificuldades financeiras afinal, não? – a voz de Arquivo soava pesada e muito incriminadora.
- E daí? Eu lhe disse, ele usava crianças para serviços muito, muito ruins. – ele não conseguia parar de sorrir, rindo baixinho – Que diferença faz se temos os mesmos princípios? Ele não vai poder pagar vocês para não fazer o serviço.
- É, eu sei. – Arquivo levantou do nada e agarrou Humberto pelo colarinho – Mas você, seu filho da puta, vai pagar tudo que nos deve por isso! TUDO!
Os homens de Humberto surgiram da porta, todos carregando pistolas de grosso calibre que apontaram para o trio. O negociante nem suava, parecia tranquilo por finalmente ter resolvido seus problemas.
- Solte-me garoto. Vocês não querem morrer aqui. Sou um homem de palavra, irei pagar sim. E não vou deixar seus corpos para que me rastreiem. Na verdade, seria melhor irmos logo.
- Tem razão. – Arquivo bateu as mãos em suas pernas e estendeu a direita para um cumprimento – Desculpe-me por isso, senhor Costa, eu perdi a razão. Sem ressentimentos? – sorria amigavelmente.
- Claro, guri, claro. Sabe, posso precisar dos serviços de vocês uma hora dessas.
Apenas Bala na Agulha e Tela Mágica notaram o súbito e rápido brilho nos olhos dos dois quando suas mãos se encontraram. Ficaram aliviados.
- Sim, senhor, é só nos ligar, se for possível.
Desceram para a rua rapidamente. Mesmo que o silenciador de Bala na Agulha impedisse que fossem percebidos, ainda haveriam aqueles que iam perceber algo de errado e procurar nos prédios próximos. Foram até o carro do senhor Costa na rua de trás e se despediram.
- É um bonito carro, um Logan, não? – perguntou Arquivo passando a mão na lataria do veículo.
- Sim, sim. Gosta de carros?
- Muito, são máquinas possantes... apesar de frágeis.
- Verdade, mas.. a partir de hoje estarei seguro. Obrigado, meninos! Seu dinheiro estará na sua conta hoje mesmo!
- Tenho certeza de que sim, até mais, senhor Costa.
Assim que o carro partiu, seguindo a rua, Arquivo encostou em Bala na Agulha e sussurrou em seu ouvido.
- Pistola, B12, logo abaixo da placa.
Seguindo perfeitamente as instruções, a garota sacou a arma e deu um tiro com a bala escolhida, que se alojou exatamente na parte em que a lataria abria espaço para caber o tanque de combustível. Eles já haviam se virado quando o carro irrompeu em uma labareda, bem no meio da cidade. As pessoas na rua não haviam reparado no disparo, mas agora gritavam com a destruição do carro.

Arquivo digitava avidamente na tablet, fazendo as transferências enquanto podia, antes que fossem paradas por algum grupo de apoio. Tinha certeza de que ninguém saberia da ligação deles com o falecido senhor Costa, mas precisava tratar de eliminar qualquer rastro também. Desapareceram na esquina, como sempre faziam depois de um trabalho.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Nove anos atrás...

Poucos sabem, bem poucos mesmo, mas há exatos nove anos atrás eu fazia, pela primeira vez, um pedido de namoro. Bobão, falei algo como "amanhã vamos no cinema... Como amigos ou algo mais?". Foi ainda mais engraçado ao vivo, e talvez tenha sido o motivo de ter dado certo. Ela aceitou. Nove anos depois, estamos casados, morando juntos e ainda muito felizes.
Eu queria comemorar esse momento com algo mais, talvez uma chance de mostrar que construímos juntos não só um relacionamento ou uma casa, mas um grande conjunto de coisas boas. Entre elas, amigos excepcionais, que poderiam fazer a mágica acontecer e, mais rápido do que escrevo este texto, trazer uma mensagem bonita. Desde o princípio eu sou o Lobo, a criatura sorrateira, que muita gente julga como um grande larápio, cretino e safado. Eu gosto disso. Ela também. E ela é a Tigresa, um animal majestoso que só não é o rei dos felinos ou dos animais da selva porque o Leão tem mais juba e fez mais fama. Acreditem, como esta linda criatura, minha esposa é uma caçadora nata e cada vez mais mostra suas garras. Fiquem de olho. Enfim, nós estamos juntos e é isso que importa. Aqui vai uma prova disso. Se é que precisa. Agradeço principalmente à Ariana, à Mônica, ao Karu meu irmão fantástico e a um convidado especial que prefere ser considerado uma incógnita... Por enquanto!

Este é da Ari, a terceira ponta deste casal que é tão diva que merece ser sempre lembrada.

Este é da Monichan, minha nova kouhai tão drag e tão fofa que precisava ser trazida pra cá.

Nosso amigo misterioso disse que estava incompleto... Eu vou bater nele, juro XD

Meu irmão conseguiu colocar tanto romance que eu tô abismado. Obrigado, Karuma!

E claro... Eu tinha que trazer algo meu pra cá... Segue aqui um certo papo entre os dois animais...

- Onde vai amigo Lobo?
- Oh, lugar nenhum, cara Tigresa. E tu, o que fazes nesta parte da floresta?
- Vou ao concerto dos Tucanos, parecem preparar um bom Tango, e como sabe, Tucanos são engraçados e divertidos.
- Posso lhe acompanhar?
- Mas é claro, só não queira devorá-los.
- Nunca, minha amiga felina. É uma pena que estejamos sozinhos.
- Achas? Pois penso que iremos rir muito nós dois apenas.
- Se dizes, não tenho porque discordar.
- Veja, são eles! Como pulam e cantam e tocam de maneira formidável!
- É sim... Eu não imaginava que vê-los novamente me traria tanta alegria.
- Já veio aqui antes?
- Ah, sim, Tigresa, mas na outra vez apenas pude apreciá-los, e não a companhia. Hoje, no entanto, estou feliz, pois te tenho ao meu lado.
- E que seja assim para sempre, Lobo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

23º Desafio - Ari para Ann

Alguém aí ainda lembra do desafio 30? Nunca acabei né? Pois é, que feio... Mas, como nunca é tarde para continuar um bom projeto, resolvi voltar atrás e completar pelo menos o último pedido. Estive tão preso neste e em outros dois projetos que durante muito tempo não escrevi nada. Bem, é hora de acabar. O que a Ari queria é, de certa forma, um grande presente pra Ann também, então estou dedicando este conto às duas. Acabou que ficou muito maior do que imaginava então espero que aguentem o longo texto.
Há duas coisas que desejo fazer com a Ann, senão no aniversário dela, ao menos em um meeting das lolitas (as quais estão também retratadas aqui, como poderão perceber): Um encontro de Eevees, cada um representando um. A mim caberá o Leafeon, quem me representa no conto a seguir. Boa leitura e aproveitem a festa!

Esta belíssima imagem é do deviantart de CreepyFish, que está vendendo várias outras lindas como esta em sua loja.

A Recepção para uma Fada

As festas nesta família geralmente acontecem a cada três, quatro anos, quando algum novo membro surge. Na primeira só haviam quatro, na segunda já eram seis, na terceira oito. Estavam agora esperando pelo caçula, e ninguém sabia o que pensar dele. A primeira a chegar foi a apressada Jolteon, sempre elétrica e atacada. Seu pelo espetado quase furou os balões na entrada, assustando o pobre Leafeon, quem ofereceu sua casa para a festa.
- Jolie, cuidado! Deu muito trabalho pra enchê-los! E senta a bunda nessa cadeira. Seus spikes vão acabar destruindo tudo antes que os outros possam ver!
- Você é muito fresquinho, Leon, tinha que ser mais selvagem que nem os outros do seu tipo.
- E o que você quer dizer com isso?
A porta abriu-se subitamente com a chegada de Glaceon e o clima esfriou vertiginosamente. Seu vestido semi-transparente fez com que os dois enrubescecem.
- Por favor, Glenda, vista uma roupa decente! – reclamou Leafeon, tentando tampar os olhos.
- Oh, meu amiga, não comesce! Não estou dispostar a discutir isso oche.
- Esse falso sotaque é que me mata. – grunhiu Jolteon virando um copo de suco.
- O que disse, querridinha?
- Nada não, só tava pensando que o Leon tinha que colocar uma música mais animada. Tá parecendo festa de criança.
- Eu... – ia responder o pobre anfitrião quando foi interrompido mais uma vez pela porta.
Deslizando para dentro, fluído como água, Vaporeon rapidamente se encostou em Glaceon passando o braço pelo seu ombro e abrindo um sorriso muito malicioso.
- Tá a fim de dar uma esquentadinha no quarto de Leon, gata?
- Ui ui ui, Varen! Tirra suas mãos de mim! Que grurdento! ARGH!
E lá se foi Glaceon pisando fundo, extremamente revoltada com a aproximação do primo.
- Cara, isso foi nojento. – comentou Jolteon que ainda segurava o salgadinho a caminho da boca.
- Vocês são primos! Em primeiro grau! – gritou Leafon completamente escandalizado.
- E daí? Eu sou tranquilo, mano, faço o que dá na telha. Não é, Jolie? – uma piscadinha marota rendeu um salgadinho no meio da testa – Ah, valeu, tava com fome.
- Eu não mereço isso... Da próxima vez me recuso a sediar essa reunião! – Leafeon começou a arrumar novamente os salgadinhos, já que Jolteon os traçava rapidamente.
- Na verdade, pelas regras, é a novata hoje quem vai fazer isso. Só não sei bem como vai ser, alguém sabe como ela é? – perguntou Jolteon.
- Espero que seja gata, muito gata, mais gata que a Glenda. Mas não tanto quanto você Jolie. – mais uma piscadela que gerou uma marca de coxinha no seu rosto – Prefiro pastel, falando nisso.
De repente um bocejo pode ser escutado vindo de trás do sofá. Espeon, com o pelo todo bagunçado,  e ainda com olhos de sono, levanta-se dando uma vasculhada no ambiente.
- Ué, já chegou todo mundo?
- Ester? Você ‘tava aí o tempo todo? Como é que o Leon não te viu antes? – perguntou Jolie lançando um olhar meio atravessado para Leafeon.
- Ah, é que, eu... É...
- Eu dormi aqui ontem, e ia embora de manhã, mas... Eu tinha perdido minha blusa, então eu fui procurar e... Uaaaaaaaah – mais um longo bocejo – Acabei caindo no sono atrás do sofá.
- Perdeu sua... – começou Vaporeon mostrando-se empolgado.
- BLUSA? – completou Jolteon claramente irritada.
- Não é o que você está pensando!!! – adiantou-se Leafeon recuando para fugir dos ataques de Jolteon – Ela pegou chuva! Lembra? Choveu ontem? Daí eu emprestei uma roupa e...
BAF! O tapa só não acertou Leafeon porque uma sombra estava entre eles. Umbreon, quase todo de negro, interrompera a briga surgindo sabe-se lá de onde. Com o vestido preto mais deslumbrante que pode achar no armário de roupas pretas, era uma gótica perfeita.
- Então minha irmã está causando problemas de novo...
- Uaaaaaah... Eu?
- Sim, você, Ester. Acalmem-se, lindezas, minha irmã está com sono demais para conseguir colocar a grande cabeça dela pra funcionar.
- Desde quando você tá aqui, Brienne? Dormiu também com Leafeon? – a voz de Jolteon estava dois tons acima do normal indicando o perigo.
- Cheguei agora mesmo. Ninguém me ouviu entrar? Normal.
- Bom, agora só faltam nossa rainha e a novata... Nham, duas pelo preço de uma!
- CALABOCA, VAREN! – gritaram todas em uníssono.
- Pera... Não tá faltando também a...
A porta praticamente explodiu com a forma que Flareon abriu, entrando como em uma passarela. Linda e poderosa, vestida em um casaco de pelos vermelhos brilhantes e com uma sedosa bata cobrindo-lhe o corpo, desfilou até o meio da sala.
- Olá, pessoal, sentiram minha falta?
- NÃO! – responderam Umbreon e Jolteon.
- Na minha cama, AGORA! – foi o que disse Vaporeon.
- MINHA PORTA! AAARGH! – Leafeon só pode reclamar.
- UAAAAAH! – foi a resposta inteligente de Espeon.
- HUNF! Plebeus! Eu chego aqui, linda e divosa e sou assim recebida? Não me admira que esta festa esteja um uó! Vocês não merecem minha presença!
Os seis primos e irmãos começaram a discutir (bom, na verdade cinco, Espeon puxou uma soneca no sofá) avidamente, o que só piorou com a entrada de Glaceon, rival eterna de Flareon e a única ali a se destacar tanto quanto ela. De repente alguém fez:
- Caham! – veio o pigarro entre os Eevolutions.
Nenhum deles respondeu, todos olhavam uns para os outros mas conheciam bem aquela voz. Flareon decidiu dar uma olhadinha para baixo só para ver os grandes olhos divertidos de Eevee.
- Olá, Flaire. Como vai? – perguntou inocentemente a criaturinha tampinha.
- O-olá, minha querida! Vou bem e você?
- Muito bem, só um pouco triste, já que minhas queridas crianças estão brigando.
- Brigando? Nós? Nunca! – corrigiu Glaceon rapidamente – Só estávamos em um caloroso debate!
Leafeon deu um tapa na própria testa.
- Caloroso? Você, Glenda?
- Aaaaah, bem...
- Não importa. Vocês todos estão aqui reunidos para conhecerem o mais novo membro da família e aqui está ela! Pode entrar, Sylvia!
Os Eevolutions todos prenderam a respiração quando a garotinha de chiquinhas, vestido rosado parecendo um doce e grandes olhos azui apareceu entre eles. Delicado, fez uma mesura para cumprimentar os outros.
- Olá, eu sou Sylvia, muito prazer!
- Tão... Doce... Eu preciso... – Vaporeon tentou se aproximar, mas um puxão o fez cair no chão.
- Te acalma aí, papa-anjo, que ela não é pro teu bico. – bronqueou Jolteon, não alto demais para Eevee ouvir.
- Bem vinda à família, Sylvia, eu sou Leon e...
A garota começou a rir, rir e rir. Leafeon ficou desconcertado e procurou os outros para tentar entender o motivo de tanta graça.
- Você tem um topete engraçado. Desculpe. – Sylveon disse entre as risadas.
- Ah... Tá... – Leafeon se recolheu, envergonhado e alisando os cabelos.
- Oi, somos as gêmeas, Brienne e Ester, tudo bem?
- Noooossa, que olhos grandes ela tem. – comentou Sylveon olhando para Ester muito de perto.
Foi a vez de Glaceon impedir que Umbreon desse um soco na garotinha. Por fim, Flareon se aproximou.
- E não é uma coisinha linda, tão fofinha, vai ficar quase tão bonita quanto eu quando crescer.
- Obrigada, TIA, só espero não ganhar tantas rugas quando chegar na sua idade.
Muitos ataques desordenados e um rugido de Eevee depois, os Eevolutions estavam caídos, exaustos e alegres. Apesar das maldades, Sylveon foi bem recebida entre os primos, percebendo que a garotinha tinha o dom para o caos, com a sutileza e o veneno de uma fada. Leafeon passou entre eles deixando cobertores para que não sentissem frio à noite e sentou-se ao lado de Eevee que tomava seu chocolate quente com calma.
- Ótima festa, Leon, que a próxima seja tão boa quanto!
- Vai ser dada pela Sylvia, né? – perguntou Leafeon preocupado.
- Claro, essa é a regra... Apesar de que... Não sei se ela vai estar preparada para o que vai vir?
- O que você quer dizer com isso, Vivi? – um brilho no olhar de Eevee deixou Leafeon assustado.

- Isso, meu querido... É surpresa!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sem fôlego

Tem dias que amanheço incapaz de conseguir fazer tudo que me programei, acabo indo em outra direção. Eu deveria estar com o almoço no fogo, deveria estar fazendo ligações, mas só consigo agora escrever, é um mal que não sei como combater e que me compeliu a escrever estas palavras, transformar em versos do que poderia ser uma canção. Não tenho a quem dedicar, então dedico a todos os meus mais próximos, vocês, que sabem de quem estou falando, e espero que apreciem o que escrevi. É uma poesia, de fato, mas não sei dizer qual seu destino. Ela ficará aqui até que eu queira voltar.

Lamento muito não estar com você

O mundo se distorce ao meu redor
Ancorado em um harpão no meu peito
Que me causa um desespero intenso
Uma sensação de terror imenso
Preciso correr, preciso gritar
Mas na solidão da minha casa
Ninguém pode me escutar
Talvez eu escolhi errado
Em não estar ao teu lado
Talvez eu tenha me precipitado
Eu devo estar muito enganado
Sufoco em minha indecisão
Afundando mais e mais
Na escuridão
Desculpe por te irritar
Com minhas inúmeras lágrimas
Não queria mesmo incomodar
Mas antes de ir embora
Pronto pra me despedir
Quero dizer que só você
Pode me fazer sorrir
Obrigado por existir

PS: Obrigado Luize, porque me indicar a ter títulos grandes. Eles realmente ajudam muito.